quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009


Ando meio sumida, mas é a falta de tempo, com o inicio das aulas, eu acabo saindo de casa as sete e chegando meia noite, acabo sem tempo de escrever.

Mas precisava desabafar por isso tive que passar aqui.

Meu feriado começou perfeito, e terminou com um gostinho amargo.

Passei o feriado inteiro ouvindo que era amada, que era desejada e depois sabe-se lá porque no ultimo dia, quase no final dele, eu escuto que você não sabe o que sente por mim.

Como me pede para ir morar contigo sem nem saber o que sente por mim ????


O pior de um sonho é quando ele acaba antes mesmo de começar.


Quero aproveitar também para agradecer esta pessoa tão especial que é tu Elida, muito obrigada pelos carinhos, que eu demorei tanto a agradecer

Primeiro o selinho que eu coloquei no inicio do poste e depois pelo desafio que me fez:
Desafio musical


1. Escolher um cantor ou banda. 2. A cada pergunta feita temos que responder com um título de uma música. 3. Nomear outros bloguistas para passar o desafio.
Bom eu escolho a Ana Carolina poia adorooooooooooooooo ela.

1) És homem ou mulher?
R. NUa
2) Descreva-te
R. Rosas
3) O que as pessoas acham de ti?
R. Confesso
4) Como descreves o teu último relacionamento?
R. Carvão
5) Descreva o estado atual da tua relação.
R. Eu te amo
6) Onde querias estar agora?
R. Um edificio no meio do mundo
7) O que pensas a respeito do amor?
R. O melhor de mim
8) Como é a tua vida?
R. Retrato em preto e branco
9) O que pedirias se pudesse ter um só desejo?
R. Encostar na tua
10) Escreva uma frase sábia.
R. É isso aí!
Bom espero conseguir manter o blog sempre atualizado e a visita de vocês sempre em dia;;;
Beijos

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Porque tinha que ser exatamente assim!


Ultima Parte!


Colada ao corpo da amiga, Ana sentiu seu coração acelerar.
- Aninha presta atenção que vou começar a história.
_ Que coisa é esta de história Pri.- disse Ana não entendendo muito bem onde Priscila queria chegar
-É sério Ana, fica quieta e presta atenção, vamos lá.Era uma vez duas amigas, que se gostavam muito. Elas eram inseparáveis, tinham os mesmos gostos, os mesmos sonhos, as mesmas vontades. A forma como se conheceram foi meio incomum, já que uma delas por ser analista, estava extremamente acostumada a atender muitas pessoas e ver cada uma delas ir embora sem deixar nenhuma marca se quer, mas aquela morena tinha algo de especial. Não sei se era o jeito dela mexer no cabelo enquanto falava, ou da forma como o queixinho dela tremia quando ela chorava, ou ainda da vontade que a terapeuta tinha de oferecer colo para ela, sabendo da extrema carência que a envolvia.
Não sei ao certo como tudo começou, só sei que foi crescendo cada dia mais. Porém um dia, a terapeuta descobriu que o sentimento que sentia pela amiga não era somente amizade, existia desejo, existia tesão e principalmente amor, daqueles arrebatadores, daqueles que derrubam muralhas.Ela soube esperar o momento certo, ela teve paciência, para esperar que a amiga descobrisse que também sentia algo por ela.- neste momento Pri abraçou Ana ainda com mais força – E agora ela esta aqui só esperando que a amiga vire-se para ela e a beije louca e longamente, e que elas passem a noite toda se amando, saciando um desejo que ambas vem sublimando a muito tempo.
Ana não sabia o que fazer, seu coração estava quase saindo pela boca, ela tremia, mal conseguia respirar e ao mesmo tempo, o calor oferecido pelo abraço de Priscila fazia seu corpo latejar de desejo e foi então que em um impulso, virou-se e colou seus lábios nos dela que logo mudou o ritmo do beijo de uma forma alucinante.
Pri percorria com as mãos o corpo da amiga e cada um dos toques a fazia delirar. Ela começou a beijar seu pescoço enquanto acariciava seus seios. Caminhos percorridos com urgência e Ana ansiava por cada um dos toques. Priscila sabia fazer de uma forma como nunca ninguém havia feito, e logo suas mãos repousaram entre as pernas de Ana em um carinho enlouquecedor. As duas se amaram durante toda a noite e saciadas descansaram uma nos braços da outra, com a promessa e a certeza de que aquele momento se repetiria eternamente.

Pri...

Chega de fingir.Eu não tenho nada a escondernAgora é pra valer, haja o que houver.Não to nem aí;Eu não to aqui pro que dizem.Eu quero é ser feliz, e viver pra ti.Pode me abraçar sem medo.Pode encostar sua mão na minha.Meu Amor,Deixa o tempo se arrastar sem fim.Meu amor,Não há mal nenhum gostar assim.Oh, Meu bem,Acredite no final feliz...Meu amor... Meu amor...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Porque tinha que ser exatamete assim!


A amizade entre elas crescia cada vez mais. Não se desgrudavam, todo final de semana tinham um passeio novo para fazer, Visitar alguma exposição, andar de bicicleta no Ibirapuera, ver alguma peça, pegar um cinema. E mesmo quando não saiam passavam horas trancadas no quarto conversando, rindo, comendo brigadeiro de panela,

-Pri, eu vou acabar virando uma bolinha, sabes que amo chocolate e tu ainda faz o melhor de todos os brigadeiros que já comi.
- Ahhhhhhhhh para com isso, tu esta longe de ser uma bolinha e outra você seria linda de qualquer forma, bolinha, palitinho, - disse Priscila olhando para Ana.
- Pri assim eu fico sem graça, - disse Ana sorrindo completamente embaraçada.
Priscila percebendo o embaraço da amiga tratou de desconversar.
- Ana eu queria muito ir a semana literária em Paraty, o que tu acha?Poderíamos curtir uma praia e ainda por cima elevar o nosso nível cultural.
- Sabe que eu sempre quis ir a Paraty Pri, quando começa??
- A semana que vem, poderíamos viajar na sexta e voltar no domingo a noite.
- Perfeito, mas temos que ver hotel e todas as outras coisas.
- Pode deixar que eu resolvo tudo, você é minha convidada.
Ana não conseguia parar de pensar na frase da amiga –“... e outra você seria linda de qualquer forma, bolinha, palitinho...” Priscila andava ocupando todos os seus pensamentos nos últimos meses. Pensou nos carinhos que trocavam, e começou a ver que não era somente carinho de amiga, sentiu-se assustada, o que estaria acontecendo.
- Não!!! a Pri é só minha amiga, só minha amiga- repetia para si mesma - Carinho é comum entre duas pessoas que se desejam bem, o toque é normal - afirmava tentando convencer-se inutilmente.
Naquela semana não dormiu direito e o tempo pareceu não correr, não via a hora de viajar. Para os outros dizia ser o fato de desejar muito conhecer Paraty, mais no fundo não parava de imaginar como seria passar três dias ao lado de Priscila, somente as duas.
Na quinta-feira Pri resolveu dormir na casa de Ana, assim poderiam sair bem cedinho e aproveitar mais a viagem.
Enquanto Ana tomava banho, Pri começou a folhear umas revistas que se encontravam na cabeceira da cama e sem querer no meio delas encontrou uma folha de papel, que dizia o seguinte:

Priscila deu um sorrisinho malicioso e guardou a folha no mesmo lugar onde encontrou.
Enquanto Ana se trocava Pri a olhava fixadamente, analisava o corpo da amiga, suas curvas...
Ana vamos dividir a cama hoje??
_ Di-vivivivi-didididididir a cama Pri – gaguejou Ana imaginando como faria para se controlar tão perto da amiga.
-É Ana, vamos dormir juntinhas hoje, afinal somos amigas ou não somos? E eu aproveito e te conto uma história.
-Uma história???Que história??
-Deita aqui do meu lado que eu te conto. – disse Priscila levantando o edredom e oferecendo os braços a amiga.
Ana não pensou mais e logo se aninhou ao seu corpo.
@@@ Continua @@@@@@

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

POrqu tinha que ser exatamente assim!!!


Parte 3 !!!
-E como se sente Ana, por poder contar por poder reviver este momento da tua vida, desta vez conseguiu contar, sem chorar, sem remoer o assunto com mágoa.
- É doutora Priscila acho que isso foi um progresso não é mesmo, pelo menos eu já não quero mais morrer, - disse Ana sorrindo de si mesma.
- Sim, é uma grande evolução, se continuarmos assim, mais um tempinho e te libero da terapia.
- Ok!! Na semana que vem, no mesmo dia e horário estarei de volta. Tchau doutora Priscila.
-Tchau Ana.

Já fazia um ano desde o acontecido, Ana não conseguia se esquecer do fato de ter visto a morte tão de perto, como ela se arrependia de tal ato.
Ao sair do consultório, relembrou as palavras de Priscila, ”- Se continuarmos assim, mais um tempinho e te libero da terapia.” Ela sentiu um arrepio percorrer a espinha, não sabia se seria capaz de continuar sem as sessões, e outra, havia desenvolvido um afeto por Priscila, mesmo sendo tratada com certa “frieza” , mesmo sabendo que era apenas uma paciente, considerava Priscila como uma amiga, a única amiga que conseguira ter, afinal nunca mais conseguiu confiar em ninguém.E sentia muita curiosidade sobre ela também: quantos anos ela deveria ter, como seria longe dali do consultório, a um ano que sempre a via assim com aqueles terninhos sérios, cabelos sempre com um coque.
Mesmo com tudo, Priscila era a única pessoa que ela gostava de conversar, de estar, parecia que ela a entendia como ninguém e Ana conseguia sentir uma ternura no olhar que ela lhe lançava cada uma das vezes em que conversavam sobre suas dores.
Ana passou a ser uma garota sozinha, não permitia que os garotos se aproximassem dela e muito menos se entregou a outra amizade de coração.
No trabalho se limitava a fazer suas obrigações e ser cordial com os colegas, porém sempre fugia de momentos que tratassem de maior intimidade.
Passava a maior parte do tempo, em casa, trancada no quarto, no computador, ouvindo musica, ou lendo e escrevendo, um de seus passatempos preferidos.

Naquela tarde Ana resolveu passar na livraria para ver as ultimas novidades e quem sabe comprar um livro novo, sem perceber acabou ficando horas por lá, e quando se deu conta já era quase sete horas da noite. Dirigiu-se ao ponto de ônibus, mais sua paciência logo foi embora, quando descobriu que o ônibus havia acabado de passar e teria que esperar mais uma hora para pegar o próximo, decidiu ir a pé,
Ana amava andar a pé, era nestes momentos que ela refletia, pensava em sua vida, e por isso na maioria das vezes deixava o carro em casa, odiava transito.

- Hei mocinha nunca te disseram que é perigoso andar sozinha, a estas horas?-Ana olhou e mal reconheceu Priscila.
- Vamos eu te dou uma carona, tenho que passar perto do teu bairro, para ir para casa.
Ana entrou no carro, olhando para sua terapeuta como se fosse a primeira vez que a via,. Afinal estava acostumada a vê-la sempre daquela maneira séria. E agora ela estava ali, vestida com um vestidinho minúsculo, e os cabelos soltos... - como eram bonitos os cabelos de Priscila, longos, cacheados e loiros - Alias Priscila era uma mulher linda, e Ana percebeu que ela não deveria ter muito mais idade que ela, pelo menos não aparentava.
A conversa logo deslanchou, falavam de tudo menos sobre problemas, descobriram que tinham um milhão de coisas em comum, o mesmo gosto musical, a paixão pelo cinema e pelo teatro, Priscila acabou indo deixar Ana em casa e combinaram de dar uma volta no final de semana.
‘ Ana mais eu não posso ter amizade contigo, é antiético, eu sou sua terapeuta.
- Sem problemas a partir de hoje eu abandono a terapia, não preciso mais dela e a maior prova disto é o fato de que nós viramos amigas; Estou curada - E ambas caíram na risada.
@@@@ continua @@@@

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

POrque tinha que ser exatamente assim!!


Parte dois


Ana entrou na barraca e Rafael saiu logo em seguida.
Rafa o que foi??- Perguntou indo atrás dele.
Nada Ana eu só estou com muito calor, quero tomar mais um pouco de ar.
- Rafa...Eu preciso conversar contigo, desculpa sei que este não é o lugar, mais eu não aguento mais, eu não vou conseguir ficar mais três dias assim, te sentindo estranho, você me evitou durante todo o dia.
- Ana este não é o lugar e nem o momento para conversarmos.
- Enfim você admiti que exista algo para ser falado, nós vamos conversar agora e aqui, fala Rafa, o que esta acontecendo?
_ Ana me desculpa. – disse Rafael abaixando a cabeça.
- Rafa, olha para mim... Olha para mim, por favor... - Ana já sentia o que ele estava por dizer.
_ Olha nós não tivemos culpa...
- Nós????Culpa??? Não estou entendendo Rafa, seja mais claro, por favor.
_ Eu estou apaixonado por outra pessoa, alias nós já estamos juntos há uns dois meses e eu quero terminar nosso namoro.
_ Como assim Rafa, e nossos planos, iríamos ficar noivos, como outra pessoa? ...Rafa isso é uma brincadeira, por favor, me diz que é uma brincadeira, eu te amo mais que tudo, eu não suportaria viver sem você, eu não suportaria isso. – dizia Ana chorando.
- Não Ana infelizmente não é uma brincadeira, eu estou apaixonado pela Fê, e nós vamos ficar juntos, me desculpa, - dizia ele tentando abraçar ela.
_ Me solta, me solta, eu te odeio, como vocês puderam fazer isso comigo, meu namorado e minha melhor amiga, como vocês tiveram coragem... Eu odeio vocês...

Ana pegou sua bolsa e saiu correndo em direção ao carro, não queria ficar perto de ninguém, só conseguia pensar nas palavras que havia escutado a pouco, Rafael e Pablo ainda tentaram impedi-la, porém ela acelerou com toda força quase passando por cima deles.
Na estrada só conseguia chorar, pensava em sua amizade com Maria Fernanda, em como cresceram juntas, dividindo duvidas, medos, alegrias... E Rafael, como ele poderia ter feito isso com ela, estavam fazendo planos de se casar, já haviam comprado o apartamento e iriam ficar noivos no próximo mês, ela não conseguia entender, como tudo aquilo era possível.
Não seria capaz de explicar como conseguiu chegar em casa, sentia uma dor tão forte em seu peito, era como se o ar não entrasse em seus pulmões, era como se fosse morrer asfixiada, a noite ainda se fazia negra e assustadora, correu para o quarto, não conseguia pensar, achava que ia enlouquecer, e as perguntas flutuaram em sua mente_ Como? Como eles puderam fazer isso comigo?- ela não conseguia acreditar.
Sua mãe acordando assustada entrou em seu quarto. - Ana o que aconteceu? O que você esta fazendo aqui?Porque esta chorando?
Mãe me deixa sozinha, por favor, eu quero ficar sozinha.
- Mas filha pelo amor de Deus, me conta o que foi?
- Mãe foi favor, me deixa, por favor... _ gritava desesperada Ana aos prantos.

Sua mãe acabou por sair de seu quarto e ela correu e trancou a porta, estava sendo cada vez mais consumida por um desespero latente que ia envolvendo todo o teu ser, ela só desejava uma coisa, sumir, acabar com todo aquele desespero, e foi então que se lembrou dos remédios do pai, que ela havia comprado.
Na ânsia da mais profunda depressão, pegou o vidro nas mãos e ficou olhando para ele, quem sabe, um pouco daquilo e poderia ter paz.
Passaram-se alguns minutos...

Ela olhou para o vidro e mal teve tempo para refletir no que havia feito... - Não era isso que eu pretendia... - Uma tontura se fez presente e ela desfaleceu sobre a cama.
Minutos antes ali estava com aqueles pequenos pontos coloridos em sua mão e pensando na sua vida, fazendo um balanço de tudo o que havia se passado e de certa forma pesando o que ainda valia a pena. Era engraçado, às vezes uma ou outra lembrança a fazia sorrir, mas logo o desespero tomava conta novamente.
Ela não queria morrer. Queria somente dormir e ter um momento de paz, apenas uma ou duas, não fariam mal algum. E ela poderia abandonar este mar de desespero, poderia se livrar desta loucura que a consumira desde aquele momento..
Resolveu tomar a primeira e como não sentiu nada resolveu tomar mais uma e mais outra. Havia começado a se sentir mole, meio flutuando e esta sensação lhe foi confortante, resolveu tomar mais uma, e mais outra e enfim fechou seus olhos, ela mal teve tempo para pensar, o vidro quase vazio foi sua ultima visão.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Porque tinha que ser exatamente assim!!!


Parte 1!!



Aquele feriado seria realmente perfeito, Ana a tempos estava precisando se afastar um pouco da cidade e da realidade, andava muito estressada com o trabalho, com a rotina, com as cobranças da mãe.Seria perfeito passar quatro dias ao lado das pessoas que realmente amava, acampando naquela praia linda: ela, o namorado, os amigos, o mar e o Sol, algo poderia ser melhor??
[Uma voz que subia as escadas afastou sua reflexão:]
_Amor, esta pronta? A galera esta nos esperando. - disse Rafael, abraçando-a e beijando docemente seus lábios.
- Quase amor, falta só algumas coisinhas, mais quinze minutinhos e termino de arrumar tudo.
- Ta bem querida, então vou descer e avisar o pessoal, já vou levar o que esta pronto e já volto para pegar o que falta.
- Humhum- disse ela afagando seus cabelos.

Ana era quem estava organizando tudo, iriam passar quatro dias acampando em Ilhabela, litoral norte de São Paulo.ela havia analisado a dedo, queria ao seu lado somente as pessoas realmente especiais, porque além de feriado estariam comemorando também seu aniversário.Maria Fernanda realmente era uma pessoa que não poderia estar de fora, eram amigas desde criança, viviam grudadas, Rafael já havia até se acostumado a ter que dividir a namorada com a amiga e ele nem se preocupava muito com isso, afinal também conhecia Fernanda a muito tempo e gostava muito da amizade dela. Pablo era outra presença fundamental, amigo de Rafael que acabou por se tornar um grande amigo dela também, era um destes garotos desencanados, que vêem sempre o lado bom de tudo, que nunca estão tristes. Marcela e Hugo completavam o quadro de amigos.
A viagem foi tranqrila, chegaram em Ilhabela as oito da manha, o dia estava perfeito e antes de pensar em qualquer coisa, resolveram dar um mergulho, o mar estava convidativo.
O começo da noite logo se aproximou barracas armadas, uma fogueira, um céu estrelado, um violão, um bom vinho, um bom papo o que mais poderiam querer, estavam felizes. O cansaço foi chegando e cada um foi se retirando para sua barraca, Ana ficou um pouquinho mais contemplando o céu que estava lindo, mais algo parecia estar deixando-a preocupada naquele momento.
Pablo percebeu isso e se aproximou
- O que foi senhorita Ana Luiza, esta preocupada porque vai ficar mais velha amanha?Tudo bem, as mulheres são como o vinho, com o tempo ficam melhores. Disse tentando amenizai a expressão da amiga que não era das melhores.
´É Pablito se toda minha preocupação fosse esta. Preciso mesmo conversar com alguém e confio em você o suficiente para me abrir, afinal és muito amigo do Rafa e conhece-o melhor do que qualquer pessoa..- disse limpando uma lágrima que teimosamente escorreu.
- Sabe há alguns dias eu tenho sentido o Rafa meio diferente comigo sei lá, nosso relacionamento sempre foi perfeito, ele é o homem que quero viver o resto da minha vida e ele sempre disse o mesmo para mim, mas ele anda meio estranho, não é mais o mesmo, e eu já perguntei para ele se aconteceu algo, mas ele diz que é coisa da minha cabeça.
- Aninha, até de mim ele se afastou um pouco ultimamente, também questionei ele sobre isso, mas ele não quis falar nada, disse apenas que estava precisando ficar sozinho, que queria pensar na vida.
=Eu estou ficando preocupada Pablo.

_ Relaxa Aninha, não a de ser nada demais, você sabe melhor do que todo mundo que o Rafa é assim, meio estranho, as vezes fica reflexivo e quer ficar sozinho nestes momentos, depois volta ao normal.
- Não sei Pablo, mas deixa tudo isso para lá, afinal um dos motivos que mais me levaram a querer estar aqui era tentar esquecer tudo isso, e viver estes dias intensamente.
_ Então minha querida, uma coisa eu tenho plena certeza, ele te ama demais, então relaxa esta sua cabecinha e volta para aquela barraca que alguém te espera ansiosamente.- Obrigada Pablito, te adoro demais viu. - disse ela abraçando o amigo e indo para a barraca. Mas no fundo a preocupação ainda povoava seus pensamentos

sábado, 17 de janeiro de 2009


É assustador olhar para porta e saber que não vais nunca mais entrar por ela e concluir que mesmo assim eu não consigo parar de pensar em ti e nem parar de quer-te.
Eu te amo, amo a idéia de ter-te ao meu lado, eu sinto falta de como imaginei que seria.
ÀS vezes fico pensando que de repente, você esteja apenas apaixonada por ela e que a qualquer momento vai me procurar dizer que me ama e que não consegue mais ficar sem mim. E eu esperaria uma vida inteira por ti, esperaria uma vida inteira pelo teu amor,
Eu mudaria, era somente tu me pedir e eu mudaria. Eu seria da maneira como quisesses que eu fosse, somente para ter de novo o melhor de mim que eu só consigo ser quando estou com você.
Mas a verdade é que você não vai voltar, eu não vou mais ter você.
E sinto como se tudo o que eu vivi, todos os momentos felizes, as conquistas, os momentos marcantes é como se tudo isso nunca tivesse existido é como se eu conhecesse apenas esta dor, este sentimento de vazio de agonia e às vezes me contesto como uma pessoa consegue viver com esta sensação durante tanto tempo.
E o que mais me dói, foi ver minha vida inteira pela frente completamente tomada de grandes planos... Planos de viver ao lado da minha cara metade, minha alma gêmea, a pessoa que me completaria, mas o tempo foi passando e eu descobri que não era tão fácil assim e que os planos que eu fiz, eram apenas planos... Solitários... Planos..